Lubrificantes continuam sendo adulterados: olho vivo!

 

O óleo de motor sob testes

O óleo de motor sob testes de qualidade.

Há exatamente um ano foi veiculado pela impressa brasileira que de cada 5 lubrificantes vendidos nos postos, 1 é adulterado. Essa constatação se deveu à averiguação da ANP – Agência Nacional do Petróleo – que desde 2007 monitora a qualidade dos lubrificantes por meio do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Lubrificantes – (PMQL). O programa continua em andamento e novos resultados já estão disponíveis (sua publicação tem sido bimestral, para mais detalhes, entrar nesse LINK).

A cada publicação, tem-se um relatório contendo ao seu final uma lista de lubrificantes (tanto para carros, como caminhões) que apresentaram irregularidades quanto à 3 quesitos: seu Registro no órgão, as informações disponíveis no Rótulo e quanto à Qualidade. Este último isto é um dos que mais interessa para o consumidor, pois permite saber o produto vendido é de fato aquele que está indicado no rótulo, e se não, qual é a irregularidade apresentada.


O relatório disponível mais atual é o do bimestre passado, de março a abril. Lá pode-se observar que a não-conformidade quanto à Qualidade, passados quase 1 ano da notícia ainda persiste (como pode ser visto na figura a seguir, observam-se índices menores, mais ainda próximos a 20%, como foi observado no ano passado). A boa notícia que é que em anos anteriores (2006/2007, por exemplo) esse problema era ainda maior,  atingindo de 26-47% dos óleos averiguados [link].

Porcentagem das amostras que não passaram no teste de Qualidade de óleos pela ANP nos respectivos meses de 2012.

Porcentagem das amostras que não passaram no teste de Qualidade de óleos pela ANP, nos respectivos meses de 2012.

Na maior parte das amostras com esse tipo de problema, observaram problemas na aditivação (“sem aditivação” e “aditivação insuficiente”, os mais prevalentes) ou na viscosidade do óleo (“viscosidade fora da especificação”). São exatamente os problemas que ninguém gostaria de ter no óleo de seu veículo: comprar gato por lebre. Chama atenção também a grande presença de óleos de especificação API quase obsoleta (SL em 14,2% das amostras, SJ 14,2% e SF 26%). Lembrando que está proibidas a fabricação (a partir de 07/03/2008) e a comercialização (a partir de 07/05/2008) de óleos lubrificantes para motor com níveis de desempenho inferiores a SF, por estarem obsoletos.

Ainda que o problema esteja diminuindo graças à vigilância do órgão, vale a recomendação de evitar as marcas por eles apontadas. Como pode ser constatado, a grande maioria das problemáticas são aquelas marcas menos conhecidas, que apresentam normalmente um custo menos elevado. É possível encontrar marcas famosas com problemas também, mas as salvo exceções são as de produção muito antiga. Assim, para prevenir problemas observe (ou pergunte ao frentista):

  • Se a data de validade do óleo não foi atingida.
  • Se a especificação API é pelo menos superior à SF
  • Se a marca do óleo é desconhecida. (Para conhecer algumas boas marcas, clique aqui)

Cuidado: o barato PODE sair caro. Olho vivo!

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